Uma vitória e um novo recorde

Molly Gibson nasceu no dia 26 de Outubro, e é mais uma vitória da ciência. O seu nascimento resultou de um embrião congelado em 1992. A transferência do embrião para útero da mãe foi realizada a 10 de fevereiro e a pequena nasceu a 26 de outubro deste ano, em Tennessee (EUA) Neste momento é o novo recorde, 27 anos de congelamento. O anterior recorde é da sua irmã, embrião criopreservado na mesma altura. É uma história para partilhar com todas os casais, que de uma ou de outra maneira caminham nesta estrada para obter uma gravidez.

Tina e Ben depois de 5 anos de tentativas para engravidar, decidiram recorreram a um banco dador de embriões – National Embryo Donation Center (NEDC). A instituição armazena embriões congelados que pacientes de fertilização in vitro doaram, por não serem usados no procedimento.

Anteriormente, Tina e Ben já tinham passado por este processo maravilhoso. Em 2017, nasceu a primeira filha Emma. A Emma e Molly são irmãs genéticas. Os embriões foram congelados juntos em outubro de 1992. Só quem trabalha nesta área sabe a alegria que é ter dois embriões que sobrevivem ao congelamento, descongelamento e resultam em duas bebés, é maravilhoso!

O tempo que o embrião passou congelado estabeleceu um novo recorde conhecido, de acordo com a equipa de pesquisa da Biblioteca Médica Preston da Universidade de Tennessee (EUA).

Tina, a mãe adotiva, tinha apenas 1 ano quando os embriões das suas filhas foram congelados.

Em Portugal, a doação de embriões só é possível com o consentimento expresso por parte dos beneficiários detentores dos direitos sobre tais embriões. Estes, resultam invariavelmente de tratamentos de PMA, em que se verifica a obtenção de embriões excedentários viáveis que, por obrigação legal, terão que ser criopreservados. No caso da sua não utilização, e após um período que pode variar entre 3 a 6 anos, podem ser doados, desde que essa opção tenha sido prevista pelos respetivos beneficiários.

Em todas estas situações, o papel dos dadores na concretização do sonho de se ter um filho é fundamental. O caráter altruísta e de ajuda a terceiros da doação, é quase sempre referida como uma experiência muito gratificante.

Para mais informações, consultar Campanha ‘Dá vida à esperança.

 

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Chamam-me Fada, ou Encantadora de Bebés! Mas na verdade sou Mãe, Mulher e Enfermeira. 

Sou uma Mulher madura, com formação na área da Saúde (enfermeira), sempre trabalhei no meio hospitalar e em paralelo desenvolvi um projecto pioneiro em Portugal chamado Kuantos Meses (Serviços pré e pós-parto).

Sou mãe de dois filhos, a Joana com 20 anos e o André com 16 anos. Com o crescimento deles surgiram novos interesses, como por exemplo o desporto e a fotografia. Associado ao desporto, uma alimentação saudável e um estilo de vida novo. Recentemente foi-me diagnosticada uma doença Auto-imune – Miastenia Gravis. Uma doença desconhecida para muitos e com a qual eu ainda estou aprender a viver. Sempre fui muito activa e sempre encarei os obstáculos como oportunidades para realizar novos projectos – Agora chegou o momento de fazer nascer o BLOG 

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