Identificação do Bebé no nascimento

Como se identifica o bebé quando nasce, ainda é uma preocupação frequente nos futuros papás e é-me perguntado com regularidade! O Medo que o bebé seja trocado, ou raptado, ainda é muito frequente, e são poucas as grávidas que nunca pensaram nisso!

Para acalmar esse receio, vou explicar como é feito na maioria das maternidades, e o que está em vigor desde 2009!

Quando a grávida entra na maternidade para ter o bebé, há todo um processo burocrático realizado pelos administrativos e pelos enfermeiros, para assegurar que o bebé seja identificado, assim que nasce. São feitas duas pulseiras iguais, uma para a mãe, com o nome completo, ou os dois primeiros nomes e os dois últimos apelidos se o nome completo for muito grande. E outra para o bebé, onde vai estar filho de: – nome completo da mãe!

As pulseiras são colocadas na sala de partos logo após o nascimento, na maioria das vezes frente aos pais. Estas pulseiras após colocadas, têm um sistema de protecção que não as permite abrir novamente. Só são retiradas, no momento da alta hospitalar e têm de ser cortadas. Até o bebé ser registado, todo o processo do bebé e identificação vai ser com esta designação filho de: nome completo da mãe!

Para além desta pulseira de identificação com o nome da mãe, que é colocada num dos pulsos, na maioria das vezes, embora também possa ser colocada no tornozelo. É colocada uma pulseira electrónica (que espero que seja a primeira e a única do bebé), no tornozelo. A Pulseira está ligada a um sistema, que alarma sempre que o bebé sai da área restrita da maternidade. Esta pulseira, também alarma se não estiver em contacto com a pele do bebé (se for cortada ou cair por estar larga)


O uso de pulseira electrónica nas maternidade é obrigatória desde 2009, mas ainda existem maternidades sem este sistema!

O Ministério da saúde através da publicação do despacho n.º 20730/2008, de 7 de Agosto, decreta a reorganização das maternidades procurando colmatar algumas das vulnerabilidades detectadas ao nível dos modelos de segurança existentes. Em suma:

  • Todos os profissionais devem andar permanentemente identificados;
  • Deve haver controlo de entrada e saída de visitantes, doentes e outros utilizadores;
  • O hospital deve ter um sistema de videovigilância dos acessos exteriores, corredores e áreas críticas dos serviços de internamento com monitorização contínua, centralizada e com gravação de imagem de alta definição;
  • Identificação de recém-nascidos internados por meio de pulseira identificativa codificada;
  • Identificação de recém-nascidos internados por meio de pulseira electrónica;
  • Acomodação conjunta mãe e recém-nascido (Rooming-in)
  • Acompanhamento pela mãe na prestação de cuidados ao recém-nascido;

Espero ter respondido a todas as vossas dúvidas, sobre as medidas em vigor da identificação do bebé após o nascimento e durante o internamento.

 

 

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Chamam-me Fada, ou Encantadora de Bebés! Mas na verdade sou Mãe, Mulher e Enfermeira. 

Sou uma Mulher madura, com formação na área da Saúde (enfermeira), sempre trabalhei no meio hospitalar e em paralelo desenvolvi um projecto pioneiro em Portugal chamado Kuantos Meses (Serviços pré e pós-parto).

Sou mãe de dois filhos, a Joana com 20 anos e o André com 16 anos. Com o crescimento deles surgiram novos interesses, como por exemplo o desporto e a fotografia. Associado ao desporto, uma alimentação saudável e um estilo de vida novo. Recentemente foi-me diagnosticada uma doença Auto-imune – Miastenia Gravis. Uma doença desconhecida para muitos e com a qual eu ainda estou aprender a viver. Sempre fui muito activa e sempre encarei os obstáculos como oportunidades para realizar novos projectos – Agora chegou o momento de fazer nascer o BLOG 

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