O Perimetro cefálico corresponde ao tamanho da circunferência da cabeça do bebé. Esta avaliação é feita ainda durante a gravidez nas ecografias de rotina. E após o nascimento na primeira avaliação e nas consultas de rotina até aos 36 meses de vida. A avaliação é feita com uma fita métrica.
O perímetro cefálico é uma medida importante porque nos dá informações sobre o crescimento do cérebro e sistema nervoso central. No boletim de Saúde Infantil e Juvenil do bebé, existe uma tabela com valores de referencia, com base nas recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). É ai que o Pediatra/Médico assistente irá registar os valores avaliados ao longo dos 3 anos.
À semelhança do que acontece relativamente ao peso e ao tamanho, o perímetro cefálico depende também da carga genética. Perante uma criança com um perímetro cefálico reduzido, ou seja, uma cabeça pequena, quando analisamos os progenitores frequentemente constatamos que um deles também tem um percentil craniano baixo, o mesmo acontecendo na criança com uma cabeça grande. E nesse caso, embora se mantenha a vigilância não há razões para preocupação.
As fontanelas são espaços abertos entre os ossos que irão permitir que o crescimento do cérebro ocorra sem haver compressão das estruturas. As famosas moleirinhas que os pais tem tanto medo de mexer. Ao nascer, o bebé apresenta geralmente duas fontanelas palpáveis: a fontanela anterior, a famosa moleirinha que os pais tem tanto medo de mexer. A dimensão pode variar e encerra geralmente entre os 9 e os 24 meses e a fontanela posterior (parte de trás da cabeça) de menores dimensões e que pode encerrar a partir dos dois meses de vida. Mais importante do que a idade em que ocorre o encerramento das fontanelas é a vigilância do perímetro cefálico, de modo a poder assegurar que a cabeça cresce normalmente e não existem sinais de compressão do cérebro.